
Num ambiente como este nada propício a devaneios, passo a alimentar meus pensamentos nada pudicos, cercada por belas formas que possibilitam um vagar por este mundo criado por mim...
Atenta ao meneio destes corpos, a meus olhos esculturais, que de nada denota algo que faça a imaginação fertilizar fantasias, mas que na minha mente, quase insana, onde vagueiam os mais eróticos desejos, é especialmente nutritivo.
Meu delírio é tão real e palpável que passo a ter sensações só minhas e incontroláveis... Então penso: “para que conter-me? Por que devo vestir-me de pudores inúteis, quando meu instinto ordena-me a despir minhas emoções? Talvez o receio de ser recriminada aos olhos nocivos dos preconceituosos, porém mesmo este receio tenebroso não impede que eu navegue no mar alucinante do prazer íntimo e intocável para mim neste instante, a vontade é tanta que quase posso sentir o pulsar destes amantes em potencial, quase posso sentir em meu paladar o gosto do suor de cada um deles... e acabo por me perder em minhas divagações.
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