

Como nas raras vezes em que um intrigante olhar despertou-lhe tão irresistível interesse, tentou dar uma força ao destino, porém a falta de coragem o bloqueou...
Eis que o próprio destino encarrega-se de cruzar novamente os olhares trazendo à tona aquele interesse agora um pouco mais intenso.
E de repente, tomado por um impulso, quase que incontrolável, deixou o embaraço de lado e deu o primeiro passo rumo ao imprevisível...
Mas ao chegar tão próximo de seu objetivo, algo mais uma vez o impediu de prosseguir, deixando-o atônito, sem saber o que fazer. Atordoado, seguiu seu caminho anteriormente traçado, abandonando assim a chance, talvez derradeira, de satisfazer sua vontade momentânea.
Após aquele repentino momento de insensatez, passou a refletir sobre a atitude impensada, que por muito pouco, deixara de tomar e por ora sentiu-se aliviado e com leve sensação de conforto, entretanto, após uma breve análise, percebeu a vulnerabilidade a qual seus instintos o submetem.
Portanto, pairam as dúvidas sobre seus atos e pensamentos. A maneira como agiu foi a mais sensata e ética? O que estava prestes a cometer, receio que possa responder a esta questão.
Sofre por fazer-se este “auto-julgamento” constantemente, no entanto agora sabe que está adentrando numa fase em que será possível obter o domínio total de seus instintos, apenas por estar plenamente satisfeito com o momento em que está vivendo.
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