


Sou prisioneira de meus anseios. Deixo-me levar pelo movimento, ora sutil, ora voraz do acaso. Busco incessantemente não me desviar do caminho pelo qual optei seguir, entretanto sou, por vezes, impulsionada pelo instinto, pela insaciável vontade de não passar vontade, que é elevada pela ausência do ser a me satisfazer física e espiritualmente.
Mergulhada num eterno conflito entre a razão e a emoção, julgo-me pelos atos e sentimentos, que muitas vezes vão de encontro ao que se pode chamar de “correto”, mas, se parar para refletir, como podemos definir o que é o correto? Receio não saber a resposta a esta questão e por esta razão ainda sucumbirei a tentações, somente por ainda não sentir que estou realizada, apenas por não estar plenamente satisfeita, enfim, por estar impossibilitada de provar a tão sonhada pureza do amor.
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